Ato Unificado de servidores deixa recado para governador Mauro Mendes
13 de Fevereiro de 2019 - Fonte:Assessoria
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  • Cerca de cinco mil servidores na capital e milhares nos demais municípios do estado deram o recado ao governador Mauro Mendes nesta terça-feira (12.02). Em manifestos por todos os municípios, os trabalhadores e trabalhadoras da rede estadual alertaram o novo gestor de que se é difícil governar, sem a participação dos servidores ficará inviável.

     

    Durante quatro horas de Manifestação, na capital, com concentração em frente ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), os sindicalistas integrantes do Fórum Sindical passaram a mensagem. Uma caminhada que atravessou o viaduto do CPA, seguiu até a Secretaria de Estado de Educação, passou no Tribunal de Justiça, ganhou o hino nacional no Palácio Paiaguás e culminou na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, foi o alerta para o que poderá esperar o governo se não rever o posicionamento quanto ao pacote de maldades. A manifestação tornou público para a sociedade as mazelas que o governo implantou com as novas leis, para o já deficiente serviço público.

     

    A todo momento foi alertado, por meio de números e dados, o destino dos recursos públicos e os desvios de finalidades utilizado pela administração estadual, sejam da Educação, Saúde ou Segurança Pública. “Sempre acabam no bolso de privilegiados como setores do agronegócio e empresário”, anunciavam os manifestantes.

     

    O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Valdeir Pereira, destacou em sua fala que “um governo que elege como inimigo o funcionalismo público é um governo que está fadado a derrota”. Conforme o presidente, se governo se julga acima do bem e do mal e tenta usurpar os direitos da classe trabalhadora terá resistência e muita luta. 

     

    Na passagem pela Secretaria de Estado de Educação o dirigente do Sintep/MT, Henrique Lopes, alertou a atual secretária de estado da pasta professora Marioneide Kliemaschewsk: “Se a manobra feita no pacote de maldade do governo Mauro Mendes comprometer a Lei 510/2013, da Dobra do Poder de Compras, o estado terá uma greve maior do que foi a de 2016, quando ficaram 67 dias parados”, disse.

     

    A mobilização de 24 horas trouxe servidores de várias regiões do estado, só da educação foram mais de dez caravanas originárias de município com até 250 km de distância. A participação reuniu também, representantes da Saúde, do Meio Ambiente, das áreas meios do governo, da Segurança, do Desenvolvimento Agrário, da Educação Básica e Superior, docentes e funcionários, e demais entidades que compõem o Fórum Sindical.