Perseguição do executivo faz procurador Jurídico de Sinop atacar vereador
02 de Junho de 2020 - Fonte:Redação
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  • Visivelmente com sangue nos olhos e momentos de gaguejo, o procurador Jurídico da Prefeitura de Sinop, Ivan Schneider, atacou veementemente o vereador Adenilson Rocha. Tudo começou quando a Câmara “convidou” o procurador para usar a tribuna na sessão. Alguns vereadores ficaram indignados com uma publicação do procurador em sua rede social Facebook, que dizia, “Se o mesmo empenho que as Câmaras Municipais dedicam à politicagem, fossem concentrados em pressionar o Governo do Estado a ampliar a rede de UTIs... Boa parte das angústias da população (que quer prevenção) e do comércio (que precisa manter-se ativo) estaria resolvida”. 

     

    Ivan iniciou a fala cumprimentando cada vereador e falando que cada um deles tinha total abertura com ele fora da câmara, mas quando chegou a vez de Adenilson ele deixou claro que estava ali na câmara para atacar o vereador, e por diversas vezes deixou transparecer ser um ataque pessoal.

     

    O procurador, então, abriu fogo: “A relação que tivemos até hoje foi unicamente judicial, a qual graças ao bom trabalho, este procurador só (gaguejou) colheu louros amargando (voz falha) derrotas a vossa excelência, mais é a relação que buscou vossa excelência com a minha pessoa”, disse o procurador do município. 

     

    Rocha argumentou logo em seguida. “Nós convidamos para que ele viesse nessa casa, para que explicasse onde está dizendo que nós estamos fazendo debates políticos e não estamos cuidando da saúde da cidade de Sinop. Não sei qual o motivo que o procurador jurídico vem fazendo referência a mim”, disse.

     

    Ivan utilizou até um áudio de Adenilson para justificar a publicação dele no Facebook. O vereador Professor Hedvaldo também teceu críticas ao procurador. “Tenho um carinho muito especial por esta casa, a qual que estou no terceiro mandato e lendo a publicação de vossa excelência me senti muito ofendido como vereador dessa casa”, comentou Hedvaldo. 

     

    O procurador foi questionado em outros assuntos como a construção da nova rodoviária, lei de liberdade econômica, saúde, entre outros, porém alegou que não poderia responder a todos por não estar a par dos assuntos.