Servidores ocupam Assembleia para manter direitos conquistados
23 de Janeiro de 2019 - Fonte:Assessoria / Luiz Cesar de Moraes
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  • A ocupação do plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso por servidores públicos dos sindicatos que integram o Fórum Sindical entra hoje (23) em seu segundo dia. A intenção deles  é impedir que o Legislativo vote o pacote de medidas enviado pelo Governador Mauro Mendes, medidas estas que são consideradas prejudiciais ao funcionalismo público em vários pontos que são vistos como direitos adquiridos.

     

    No plenário, os manifestantes foram alertados pelas lideranças sindicais para que mantivessem o clima pacífico do movimento, depois de ter corrido a notícia de que o Tribunal de Justiça concedera liminar, dando prazo de três horas para a desocupação do recinto. Mas no início da noite outra notícia foi divulgada dando conta de que a desocupação seria evitada, como forma de favorecer o diálogo.

     

    Alguns parlamentares eleitos, que tomarão posse no dia 1º de fevereiro, deram apoio aos manifestantes. A deputada Janaína Riva, uma apoiadora de primeira hora das reivindicações do Fórum Sindical, também participou do apelo feito aos manifestantes para não se deixarem levar pela emoção e perderem a razão no decorrer das manifestações. Todos pareceram ter entendido esse alerta.

     

    À noite, os meios de comunicação divulgaram notícia de que o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho (o governador não está em Cuiabá), disse não ao pedido dos servidores públicos para que o Governo alterasse alguns pontos antes da votação do pacote de medidas. Acredita-se, também, que a Assembleia Legislativa poderá votar esse projeto ainda hoje, em qualquer local, de acordo com o Regimento Interno do Legislativo.

     

    Ocupar e manter ocupado o plenário da Assembleia é visto pelos grevistas como a medida mais eficaz para demover o governo da ideia de tirar direitos dos servidores públicos. Realizar a sessão e votar as mudanças que afetam, inclusive, os direitos dos trabalhadores é a posição do Governo e dos deputados que o apoiam. As negociações deverão ser retomadas hoje, em busca de um entendimento entre as partes.