Skate: O esporte de rua que une gerações ganha nova cara em Sinop
18 de Maio de 2017 - Fonte:Assessoria
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  • Após dois anos de idealização, nasce a Associação Sinopense de Skate (ASS). O empresário Roni Medeiros, 33 anos, presidente da ASS, conta que a elaboração foi possível com a união de skatistas de longa data, que percorrem as ruas de Sinop com seus carrinhos desde os anos 2000, alguns até mesmo antes. “Os veteranos, que pararam de andar de skate, estão em outra vida, resolveram me ajudar pela precisão, e porque também sabem da necessidade da associação, porque sem associação é complicado” afirma.

     

    Firmado o planejamento, o próximo passo foi buscar ajuda de uma associação de skatistas de Cuiabá, que cedeu seu estatuto de normas regentes. O documento serviu de guia para os primeiros passos. Hoje, formalizada há seis meses, a ASS possui cerca de 23 associados, que trabalham em conjunto para fortalecer o skate, que neste contexto, além de esporte, se torna um movimento social, onde cada um dá um pouco de si pela mesma causa.

     

    Entre as principais ações da ASS, Medeiros destaca o projeto “Escolinha de Skate, Resistência, União e Progresso” que iniciou recentemente e tem oferecido aulas gratuitas durante as tardes de sábado, na pista de skate do Estádio Gigante do Norte. Os iniciantes recebem instruções básicas sobre a prática do esporte, como se locomover em cima do skate – ato batizado pelos adeptos de remar - e manobras mais simples.

     

    O presidente da ASS conta que o projeto acaba que por criar um laço entre instrutores e alunos. Dessa forma, eles procuram sempre dialogar com crianças sobre questões como desempenho escolar, comportamento em casa e inclusive, incentivar aqueles que praticam outros esportes.

     

    No entanto, a principal ação da associação, é feita desde muito antes desta ser regularizada: a manutenção da pista de skate. Toda estrutura de prática de skate existente em anexo ao Estádio, foi construída a partir da iniciativa dos praticantes veteranos, que desde então, vêm se responsabilizando pelas reformas que se fazem necessárias. “A gente continua neste trabalho de manter a pista, é complicado, porque é muita chuva, madeira estraga muito fácil” completou o presidente.

     

    O período de chuva, é apresentado por Roni Medeiros como um dilema para os skatistas. Além de danificar toda a estrutura de pratica, também acaba que por afastar alguns adeptos, uma vez que a prancha (shape) do skate, produzida com madeira, pode vir a estragar facilmente na primeira exposição à agua. Hoje, um lugar protegido da chuva para a prática, é uma das principais necessidades da ASS. “Se tivesse uma área coberta, mesmo que temporariamente na época de chuva, o skate ia ser o ano todo, ia ser produtivo, daí sim poderia ter um circuito, um calendário anual de eventos e festas, para movimentar a associação, a cidade, a cultura”, completou.

     

    Recentemente, a associação recebeu do município, doação de madeiras para a manutenção da pista de skate. Para Roni Medeiros, a reforma servirá de gás para o movimento, pois será possível a realização de campeonatos que são estímulos para o retorno daqueles que acabaram se distanciando. “O período de chuva de seis meses faz a galera se afastar, muitos abandonam, eu acho que a gente precisa de um material para reformar, fazer um campeonato e resgatar essa galera”, concluiu o presidente.

     

    Ele ressalta que a real necessidade, é a construção de uma pista de skate de concreto, correspondendo ao padrão necessário para treino e competições. Em março do ano passado, a proposta de construção foi apresentada em sessão na Câmara dos Vereadores, junto a um projeto desenvolvido por arquitetos. Um grande número de adeptos, fizeram-se presente na ocasião, onde receberam um indicativo que seria efetivada, contudo, passado um ano, o único retorno que tiveram, foi justificando que a obra seria adiada devido uma falta de repasse, e nenhuma outra previsão.