Vereador constata abandono do Centro de hanseníase de Sinop
04 de Janeiro de 2018 - Fonte:Assessoria Foto: Thiago Silva
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  • O governo e associações médicas fazem campanha ‘Janeiro Roxo’ com foco no combate à hanseníase. Em Mato Grosso, um menino de 11 anos, portador da doença, morreu no primeiro dia do ano, que marcou também o início da campanha.

     

    A criança foi internada no domingo (31) com infecção generalizada e morreu na madrugada do dia 1º de janeiro, no Hospital Regional de Sorriso. Daniel Rodrigues Santiago era portador de hanseníase multibacilar e estava em tratamento há três meses.

     

    O Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose de Sinop, localizado na rua das Seringueiras no Jardim Botânico, é responsável pelo tratamento de 741 pacientes em tratamento contínuo e quase 1000 no total (somando os pacientes que tratam por períodos intercalados) só em 2017 foram 543 pessoas foram diagnosticadas com a doença. Sinop é referência no tratamento de hanseníase e tuberculose para mais de 40 municípios da região.

     

    O vereador Adenilson Rocha esteve visitando o Centro de Referência e constatou o abandono. “As condições da unidade de saúde são precárias, o prédio é cedido pela Mitra Diocesana de Sinop (Igreja Católica) e a administração teria que dar o mínimo de atenção, mas nem isso está fazendo. Total abandono. Vou buscar através dos deputados recursos para construir um Centro de Referência que nossa cidade merece, que as pessoas que estão precisando de tratamento merece”, disse o vereador.

     

    O prédio está com várias janelas quebradas; parte do piso danificado; portas danificadas; porta do banheiro dos funcionários trancada por ‘tramela’ devido a falta de fechadura; armário de medicamentos tampado com plástico e fita adesiva, mato por todo o terreno; entre outros deteriorações devido ao tempo.

     

    No local funcionava o Posto de Saúde do Botânico, com a construção de um novo prédio, o local foi abandonado por um tempo e depois foi reformado e transformado no Centro.

     

    Um pedido para melhorias na estrutura física, de recursos humanos e implantação de novas tecnologias foi feito pelos funcionários a prefeita no início de fevereiro de 2017, quase um ano se passou e nada de melhorias na unidade de saúde.